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Crédito de carbono

Biomas: Cerrado e Mata Atlântica

Crédito de carbono em Minas Gerais (MG)

Propriedades em Minas Gerais podem ter carbono estocado que ainda não foi mensurado. Saiba se a sua é elegível.

Conversa sem compromisso. Você fala direto com nossa equipe técnica.

Elegibilidade

Sua propriedade em Minas Gerais pode ser elegível?

O carbono acumulado no solo e na vegetação já é um ativo. A pergunta é se ele está sendo medido, certificado e monetizado.

Quem pode gerar créditos

Proprietários e posseiros com vegetação nativa excedente ou área degradada além da obrigação legal, comunidades e povos tradicionais com direito territorial, e cooperativas.

Características que ajudam

  • Vegetação nativa além do exigido por lei, como o excedente de Reserva Legal
  • Áreas degradadas em recuperação além da obrigação legal
  • Sistemas agroflorestais ou manejo sustentável de pastagens e solo
  • Histórico de conservação ou de manejo sustentável que possa ser documentado

A Reserva Legal e as APPs são obrigações do Código Florestal e entram na análise caso a caso. A confirmação exige diagnóstico técnico.

Metodologias

Principais metodologias de crédito de carbono em Minas Gerais

Cada propriedade se encaixa melhor em um tipo de projeto. A Folha de Louro indica o de melhor custo-benefício para o seu caso.

REDD+ (VM0048)

Evita emissões por desmatamento em floresta nativa ameaçada de conversão. O Verra usa mapas de risco próprios para calcular a linha de base.

Reflorestamento (VM0047)

Reflorestamento e revegetação de áreas degradadas. Gera créditos pela remoção de CO₂ ao longo do período de creditação, mínimo de 20 anos.

IFM

Manejo florestal aprimorado, quando há exploração madeireira planejada que seria evitada ou reduzida.

Solo e pastagens

Manejo agrícola que aumenta o carbono do solo (VM0042) e manejo sustentável de campos nativos (VM0032).

Como funciona

Do diagnóstico à venda dos créditos

O prazo até a primeira emissão varia com o tipo de projeto: em geral leva vários anos e, em reflorestamento, depende do crescimento da vegetação. Fazemos cada etapa com você.

  1. 1

    Diagnóstico de elegibilidade

    Analisamos a área, a vegetação e o histórico do imóvel e estimamos o potencial de créditos.

  2. 2

    Projeto e PDD

    Escolhemos a metodologia e elaboramos o documento técnico (PDD) do projeto.

  3. 3

    Validação e registro

    Acompanhamos a auditoria independente e o registro no padrão de certificação.

  4. 4

    Monitoramento e venda

    Fazemos o monitoramento periódico e apoiamos a comercialização dos créditos gerados.

Tipos de projeto

Projetos típicos nos biomas Cerrado e Mata Atlântica

Sistemas com potencial para projetos de carbono. A elegibilidade de cada um depende da propriedade e da metodologia.

  • Reflorestamento (ARR)
  • Agricultura regenerativa e manejo de solo
  • Evitação de desmatamento (REDD+)
  • Sistemas agroflorestais e ILPF
  • Restauração de corredores e fragmentos (ARR)
  • Evitação de desmatamento em fragmentos (REDD+)
  • Sistemas agroflorestais

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre crédito de carbono em Minas Gerais

O que é um crédito de carbono?

Um crédito de carbono representa 1 tonelada de CO₂ equivalente (tCO₂e) que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera por uma atividade verificada. Empresas e governos compram esses créditos para compensar emissões ou cumprir metas. O proprietário rural pode gerar o crédito ao conservar ou restaurar vegetação nativa e adotar manejo sustentável.

Qual é o tamanho mínimo de propriedade para um projeto?

Os padrões de certificação não fixam uma área mínima, mas o custo de validação e verificação exige escala. Projetos de evitação de desmatamento costumam demandar áreas maiores; reflorestamento pode ser viável em áreas menores. Propriedades vizinhas podem se agrupar em um único projeto. A Folha de Louro avalia cada caso.

Minha Reserva Legal ou APP conservada pode gerar créditos?

Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente são obrigações do Código Florestal. Como os padrões exigem que a atividade vá além do que a lei já exige, o que costuma contar é a vegetação excedente ao exigido e as áreas em recuperação além da obrigação legal. A análise é feita caso a caso no diagnóstico.

Quanto tempo demora para começar a receber receita?

Varia com o tipo de projeto. Em geral o caminho até a primeira emissão de créditos leva vários anos, entre levantamento de dados, elaboração do PDD, validação por auditoria independente e verificação. Em reflorestamento, a emissão depende do crescimento da vegetação. Alguns compradores antecipam pagamentos por contratos de compra futura.

Quem certifica os créditos?

Nos projetos florestais e agrícolas no Brasil, os padrões mais usados são o Verra (VCS, com CCB para co-benefícios de biodiversidade), o Gold Standard, o Plan Vivo e o Cercarbono. Programas jurisdicionais de REDD+ usam o ART TREES. A Folha de Louro estrutura o projeto para o padrão que melhor se ajusta a cada caso.

O que é o PDD e por que é importante?

O PDD (Project Design Document) é o documento técnico que descreve a metodologia, as fontes de emissão, o cenário de referência (baseline) e o monitoramento do projeto. Ele é validado por um auditor independente e sustenta a integridade dos créditos perante os compradores.

O SBCE (Lei 15.042/2024) muda algo para o proprietário rural?

A Lei 15.042/2024 criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), ainda em regulamentação. A produção primária agropecuária não é regulada pelo teto de emissões, mas projetos rurais poderão gerar certificados a partir de metodologias que ainda serão credenciadas. Hoje, o caminho para gerar créditos é o mercado voluntário.

A Folha de Louro faz todo o processo ou apenas parte?

Fazemos o processo completo: análise de viabilidade, elaboração do PDD, acompanhamento da validação e do registro, monitoramento e apoio à comercialização dos créditos. Atendemos proprietários rurais em todo o Brasil.

Por que o Cerrado é estratégico no mercado de carbono?

O Cerrado é o bioma com maior supressão de vegetação nativa do país: o PRODES/INPE registrou cerca de 7.200 km² em 2025 (estimativa). Cerca de metade do bioma já foi convertida (MapBiomas: 51% ainda com vegetação nativa em 2024), o que dá valor crescente à conservação e à restauração.

A Mata Atlântica tem mercado de carbono ativo?

Sim. Restam cerca de 24% da Mata Atlântica original, dos quais 12,4% são florestas maduras em fragmentos (SOS Mata Atlântica/INPE). A restauração de corredores e o manejo de fragmentos são frentes ativas de projetos, como o ARR Corredores de Vida, validado no Verra (VCS e CCB). Créditos com co-benefícios de biodiversidade interessam a compradores que buscam impacto além do carbono.

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